Polícia cumpre mandados de busca na casa de dois vereadores em operação que investiga venda irregular de exames no Hospital Walfredo Gurgel
07/10/2026
(Foto: Reprodução) Operação investiga venda irregular de exames no Hospital Walfredo Gurgel
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte cumpriu, na manhã desta quarta-feira (7), mandados de busca e apreensão na casa de dois vereadores durante uma operação que investiga a possível venda irregular de acesso a exames de imagem no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal. Não houve prisões.
Um dos alvos foi a vereadora Carol Pires, de Parnamirim. Agentes da Polícia Civil cumpriram um mandado de busca em sua residência. O outro vereador alvo da operação é Percivaldo Júnior, de Poço Branco. O mandado contra ele foi cumprido em uma casa localizada em Ceará-Mirim, na Grande Natal.
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Os vereadores disseram que foram surpreendidos pelas diligências, que estão colaborando com as autoridades e que esperam ter acesso aos autos do processo, que desconhecem (veja o que disseram os dois, mais abaixo).
A Operação Sine Mora cumpriu 15 mandados de busca e apreensão e também determinou o afastamento preventivo de cinco servidores efetivos do hospital.
A investigação apura a possível comercialização de acesso à realização de exames como tomografias e radiografias por funcionários da unidade de saúde.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), foram apreendidos celulares, outros equipamentos pessoais e agendas com registros de cinco funcionários do Walfredo Gurgel. Os servidores serão afastados preventivamente da escala do hospital enquanto a investigação prossegue.
A Sesap informou ainda que a investigação é anterior à atual gestão da secretaria e à atual direção do hospital. A pasta e a direção do Walfredo Gurgel colaboraram com a Polícia Civil durante a apuração.
Vereadora de Parnamirim, Carol Pires, e vereador de Poço Branco, Percivaldo Júnior
Reprodução
O que dizem os citados
Carol Pires
Em nota, Carol Pires afirmou que foi surpreendida pela diligência realizada em sua residência e que ainda não teve acesso aos autos do processo.
Segundo a vereadora, ela não sabe qual é o objeto específico da investigação nem quais fatos estão sendo apurados. Ela afirmou, porém, que está colaborando com as autoridades e entregou voluntariamente o celular e a senha para as averiguações.
Carol Pires disse ainda que acionou sua defesa jurídica para ter acesso aos autos e afirmou ter convicção de que não praticou qualquer ato ilícito ou ilegal.
Percivaldo Júnior
Em nota, o vereador Percivaldo Júnior também disse que foi surpreendido com o cumprimento de diligência e que a defesa dele "está adotando as providências necessárias para ter acesso integral aos autos e compreender, de maneira precisa, os fundamentos e as circunstâncias que motivaram a medida".
Percivaldo disse ainda que não reconhece qualquer participação, vínculo ou envolvimento com o objeto da investigação e também afirmou não ter praticado qualquer conduta ilícita relacionada às circunstâncias atualmente apuradas.
O vereador falou ainda que a diligência ocorreu com respeito às autoridades e que a defesa permaneceu à disposição para prestar todas as informações necessárias à apuração.
"A defesa ressalta, ainda, que o cumprimento de uma medida investigativa não representa conclusão acerca de eventual responsabilidade, devendo ser preservados o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência", citou.
O vereador falou que após o acesso aos autos e a compreensão integral do conteúdo da investigação, "serão prestados, caso necessário, novos esclarecimentos à sociedade e aos veículos de comunicação".
Investigação
De acordo com a Polícia Civil e a Sesap, a Operação Sine Mora investiga a possível comercialização irregular de exames realizados no Walfredo Gurgel.
Entre os procedimentos investigados estão exames de imagem, como tomografias e radiografias. A operação busca reunir documentos e equipamentos que possam contribuir para esclarecer como ocorria o acesso aos exames e identificar os envolvidos.
Os cinco servidores afastados tiveram celulares, equipamentos pessoais e agendas apreendidos durante o cumprimento dos mandados.
Operação Sine Mora
Divulgação / PCRN