Curta potiguar 'Mariposa' é premiado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

  • 21/09/2026
(Foto: Reprodução)
Curta potiguar 'Mariposa' vence prêmio Júlia Tolentino O curta-metragem potiguar “Mariposa”, dirigido por Alexandre Américo e Pedro Vitor, recebeu dois reconhecimentos na 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O filme venceu o Prêmio Zózimo Bulbul de melhor curta e recebeu uma menção honrosa do júri oficial da Mostra Competitiva Nacional de Curtas. Os vencedores foram anunciados neste sábado (19), no Cine Brasília. “Mariposa” foi um dos 12 filmes selecionados para a Mostra Competitiva Nacional, entre quase 2 mil obras inscritas. O curta fez sua estreia durante o festival. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp O Prêmio Zózimo Bulbul é concedido por um júri indicado pelo Centro Afrocarioca de Cinema e pela Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro (APAN). A premiação reconhece produções que contribuem para a presença e a valorização das narrativas e perspectivas negras no cinema brasileiro. Na avaliação do júri, “Mariposa” apresenta “inventividade dentro do território ancestral”, com a criação de signos e significados próprios e o afastamento de estereótipos relacionados às representações da população negra. Ao receber o prêmio, Alexandre Américo destacou a relação da obra com a criação de novas narrativas e imagens sobre a população negra. “Esse prêmio especialmente reflete o quanto nós estamos comprometidos em fabular e inventar outras narrativas e outras imagens, descoladas dessas imagens fixadas do que pode um negro produzir, do que pode uma comunidade negra produzir, do que pode a negritude produzir. Então acho que esse prêmio nos reconhece e nos aponta que estamos num caminho necessário”, afirmou. Menção honrosa Além do Prêmio Zózimo Bulbul, “Mariposa” recebeu uma menção honrosa do júri oficial da Mostra Competitiva Nacional. O reconhecimento considerou a articulação entre fotografia, montagem e som na abordagem da vivência e da resistência de um território. O curta foi gravado nas dunas da praia de Santa Rita, em Extremoz, no Rio Grande do Norte. Para o diretor Pedro Vitor, a premiação também reconhece o processo de pesquisa e produção artística desenvolvido por pessoas negras e pessoas com deficiência, além do compromisso político da obra produzida pela Torta Plataforma. “Essa Menção Honrosa também diz muito, para nós, desse senso de dever de inventar um mundo onde o capitalismo já destruiu. Então é um compromisso, antes de tudo político, que esse prêmio nos devolve, nos reconhece”, pontuou. Sobre o filme “Mariposa” tem 14 minutos, é filmado em preto e branco e aproxima temas como memória, rito, natureza e território. A história apresenta Dona Zefa, interpretada por Mãe Bianca de Omolú, e Oliveira, vivido por Alexandre Américo, como personagens encantados ligados ao território de Santa Rita. Curta potiguar 'Mariposa' é selecionado para Festival de Brasília Divulgação O filme surgiu a partir do encontro entre Alexandre Américo e Pedro Vitor e da aproximação de Pedro com o universo das encantarias, da Jurema Sagrada e das religiosidades de terreiro do Candomblé. A produção foi realizada com recursos da Lei Paulo Gustavo e tem distribuição da Ebó Filmes, de Rosy Nascimento. Entre as referências utilizadas na obra estão itãs, contos e narrativas transmitidos em rodas, xirês e rituais do Candomblé. Agora no g1

FONTE: https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2026/09/21/curta-potiguar-mariposa-e-premiado-no-festival-de-brasilia-do-cinema-brasileiro.ghtml


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